Educação de surdos e LIBRAS

Educação de surdos e LIBRAS

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Sobre o Produto

De acordo com o Decreto 5626/05, considera-se pessoa com deficiência auditiva, aquela que possui perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibel (dB) ou mais, aferida por audiograma nas frequências de 500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz. E pessoa surda, aquela que, por ter perda auditiva, compreende e interage com o mundo por meio de experiências visuais, manifestando sua cultura principalmente pelo uso da Língua Brasileira de Sinais - Libras.

Nesse sentido é importante destacar que, a Libras é o meio de comunicação e expressão das comunidades surdas do Brasil e foi reconhecida no dia 24 de abril de 2002, por meio da Lei nº 10.436 e regulamentada pelo decreto citado anteriormente. Esta língua se processa em uma modalidade viso-espacial, diferentemente da língua oral, que se processa em um canal oral-auditivo. No entanto, possui todas as características presentes em uma língua, como aspectos fonológicos, morfológicos, sintáticos, semânticos e pragmáticos. 

Para as pessoas surdas que utilizam a Libras, esta assume posição de primeira língua. Com o processo de inclusão escolar, os estudantes surdos têm se matriculado nas escolas regulares, mas se deparam com um ambiente acadêmico estruturado para estudantes ouvintes. A inclusão escolar para pessoas surdas evoca um ambiente linguisticamente adequado, que promova a identidade e a cultura surda. Nesse sentido, a primeira língua a ser ofertada é a Língua Brasileira de Sinais (Libras), considerando que se desenvolve em uma modalidade visuoespacial. 

No entanto, as pessoas surdas ainda carecem de profissionais que lhes possibilitem acessibilidade linguística nos diversos âmbitos, ou seja, que saibam se comunicar em Libras e tenham conhecimento da singularidade visuo-espacial e da educação dos sujeitos surdos. 

Um dos grandes obstáculos a essa mudança de perspectiva encontra-se na formação, seja inicial ou continuada. Nesse sentido, a oferta de um curso de Libras, além de atender a um preceito legal, possibilitará ao aluno adentrar eixos como inclusão, acessibilidade e diversidade linguística e cultural a partir da perspectiva de uma minoria linguística e praticar a língua brasileira de sinais.

Desta forma, este curso busca discutir a formação do professor articulada às especificidades de aprendizagem dos alunos surdos, aprofundar a compreensão dos modos de aprendizagem destes alunos e promover o conhecimento das habilidades básicas expressivas e receptivas em Língua Brasileira de Sinais (Libras). 

O referido curso encontra-se referenciado teoricamente e praticamente em autores como Ana Claudia Balieiro Lodi, Adriana da Silva Thoma, Carlos Skliar, Celeste Kelman, Cristina Broglia Feitosa de Lacerda, Edeilce A. S. Buzar, Fernando César Capovilla, Gladis Perlin, Karen Strobel, Lodenir Karnopp, Maura Corcini Lopes, Messias Ramos do Nascimento, Nídia Limeira de Sá, Ronice Müller de Quadros, Sandra Patrícia Farias de Nascimento, Tânia Felipe, dentre outros.

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